8 de maio de 2014 Agência A+

Profissão: Mãe executiva

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Estou na carreira de mãe executiva há quase 25 anos, na mesma empresa, trabalhando com uma equipe dos sonhos, que eu tenho orgulho de, de certa forma, ter ajudado na formação.

Profissão: Mãe executiva

Comecei como estagiária, aprendendo – aliás, faço isso até hoje, sempre – sobre as tarefas mais básicas, a rotina pura e simples, que, no início, parece ser questão  de vida ou morte.  Imagina, o nenê chora, o que será? Está doente? Deixe-me ir olhar de novo, quero ter certeza de que ele está respirando! Ai, tomou vacina, quase chorei junto…

Essa fase foi muito importante, porque me deu a sustentação necessária para todas as outras. Foi nesse período que eu percebi o que sei até hoje. Ali, naquele estágio, com mãos trêmulas e choro escondido no banheiro, cabelos despenteados e roupas que teimavam em não caber, que descobri que ser mãe é a minha profissão, é o meu papel no mundo, foi exatamente para isso que nasci.

Do estágio, fui para outras etapas. Passei por cada uma delas vivendo os momentos que me ofereciam: crises (O que, ela precisa ser operada?), conquistas (nossa, que mergulho lindo!), alegrias (sabe onde vamos nas férias?), sustos (tá bom, mas para de chorar para eu poder entender, você se machucou?), carinhos (hummm, que abraço gostoso!), broncas (você não poderia ter avisado que ia chegar tão tarde?), saudade (ah, você vai fazer o intercâmbio de seis meses na Espanha? Que bom…) ..

Na minha carreira de mãe executiva, contei com excelentes líderes, pessoas que me motivaram, aconselharam, que me mostraram opções no caminho, como minha mãe e meu pai, entre outros. Eles me viram começar, me viram tropeçar e tiveram paciência de me deixar errar e aprender.

Hoje, sou uma profissional mais segura, lido melhor com as situações, sei que manter uma equipe unida, alinhada aos princípios de ética, respeito e honestidade,  é um trabalho diário, que requer acompanhamento, doação e muito, muito amor.

O amor é o elemento mestre na minha carreira. Foi o que norteou e norteia minhas decisões, que justificou os “Nãos” e os “Sins” que precisei dar. É ele que conduz até hoje as reuniões com minha equipe, quando ficamos juntas falando muito ou rindo ou desabafando ou chorando ou simplesmente trocando carinho.

Cansa, viu? E como! Mas nas férias, quando viajo sem minha equipe, sabe o que acontece? Morro de saudade, penso nela o tempo todo…

Se eu quero me aposentar? Impossível, há profissões que estão tão dentro da gente que é não tem como dissociá-las do que realmente somos.

Aliás, aqui vai uma dica. Amamentar o filho é MUITO importante, o leite materno é o melhor alimento para o recém-nascido. Mas nem sempre isso é possível, e, nesses casos, não sofra mais do que deve. O  mágico vínculo mãe e filho não se restringe ao momento da amamentação, ele extrapola é baseado no amor, não no tipo de leite que você dá a ela.

Kelli Gonçalves – Diretora de Comunicação A+ São Paulo

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